Ao encravar a espada no chão para me apoiar, com o respirar ofegante, pensei sinceramente, se aquele dia seria o pior de todos em minha vida. Como a vida posso ser tão injusta e justa, pq ela nos prega peças o tempo inteiro, qual a razão, a moral, o desfecho disso tudo?
Era um dia calmo de outono com o clima ameno, nem mto frio, nem mto quente. O que mais me agrada na paisagem e que chama mais atenção são as folhas, deixando-se levar ao vento. Percebia e notava cada movimento, como se as folhas quisessem mostrar uma dança diferente. De repente, as folhas pousaram.
Estava claro para mim, estava mais do que claro, a imagem que formava em minha mente que meus olhos reproduziam, cada detalhe, cada gota de sangue, cada movimento brusco. Dizimavam uma a uma, as pessoas que viviam ali, os gritos de dor, o horror nos olhos... As chamas refletiam em meus olhos, como um espelho. Não devo ter pensado mais que 1 segundo. Retirei a espada da bainha e lutei furiosamente contra aqueles que se diziam soldados do rei, que na verdade não passavam de cachorros cegos que matavam e mordiam com apenas um comando. Só parei de lutar quando o meu rosto refletiu na poça de sangue do ultimo soldado. Meu rosto, minhas roupas, estavam cobertas daquele sangue, nunca senti tanto nojo e desprezo. Podia observar o caos em minha volta.
Não são apenas dúvidas de crianças aprendendo a ler e escrever no colégio. Nem dúvidas de universitários, que procuram absorver tudo para posteriormente utilizar cada conhecimento. Mas sim, dúvidas de um homem confuso e cheio de rancor. Não se trata de destino, de meta, de descoberta. Mas sim, sobre julgamento. Julgamento? sim... Se não existe certo ou errado, se existe o livre arbítrio, então pq? Organizar o caos? Ordem e caos não são coisas distintas?